Dislexia - O lado bom é ótimo


Desde os anos 30, cientistas vem estudando o funcionamento do cérebro dos disléxicos, mas na esmagadora maioria dos casos, com foco nas dificuldades de leitura, escrita e memorização.

Na contramão dessa história, os mais conhecidos são Brock e Fernette Eide, que buscaram no seu estudo uma quebra de paradigma. Quiseram entender a dislexia pelo seu aspecto positivo, suas vantagens.

Seu livro publicado pela primeira vez em 1962, Dyslexia Advantage, ainda sem tradução para o português, já passou por várias revisões e é um clássico da dislexia.

Foca nas habilidades.

Ao longo dos últimos anos, juntaram-se a eles diversos outros estudos que mostram uma correlação entre a dislexia e uma maior capacidade visual-espacial-global, criativa e de comunicação.

Um recente trabalho elaborado pela Made by Dyslexia, uma associação britânica voltada a causa da dislexia, consolida essas pesquisas de forma simples e mostra por que o lado bom da dislexia na verdade não é bom, é ótimo.

O estudo mostra 3 áreas em que o pensamento disléxico flui com diferenciais positivos:

  1. Criatividade – capacidade de criar peças, trabalhos, serviços totalmente originais ou de usar sua imaginação para dar novos rumos para ideias, objetos, projetos, e outros, já existentes. Isso traz aos disléxicos o “rótulo” de inovadores e criativos.

  2. Visualização – capacidade de interpretação física de objetos e espaços, posicionamento, dimensionamento, conexões, etc. Torna o processo de criação em design, arquitetura, engenharia e até a elaboração de estratégia de jogos mais facilitada.

  3. Comunicação – capacidade de narrativa, de contar histórias mas também de pegar conceitos complexos e explicá-los de forma simples para as outras pessoas.

Há também competências mais genéricas que merecem um grande destaque:

  1. Curiosidade – interesse por diversos assuntos, pesquisa, investigação; com muita motivação e um objetivo claro de aplicação do conhecimento adquirido.

  2. Conexão – consigo mesmo (autoconhecimento) e com os outros, gerando empatia e capacidade de influência/inspiração sobre as pessoas.

  3. Raciocínio lógico – capacidade de entendimento, análise, decisão e visão ampla sobre problemas e situações. Esse é um grande diferencial na hora de resolver problemas.

Competências e habilidades mais do que desejadas hoje pelo mercado de trabalho, para o perfil empreendedor tão valorizado nos dias atuais e que fazem parte até das 10 competências que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) estabelece para as escolas de todo o país.

Precisamos então, ao invés de só ficarmos olhando as dificuldades, criar ambientes onde as facilidades possam se desenvolver.

Na escola, projetos de vida, empreendedorismo, arte, design, audiovisuais, esportes vão ao encontro de muitas dessas questões.

O mundo (e muitos disléxicos também) precisa conhecer o seu lado ótimo.

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